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Perguntas Frequentes

Qual a importância dos testes psicológicos

Os testes psicológicos surgiram com o intuito de avaliar uma amostragem do comportamento humano. Por meio dessa amostragem, é possível ter uma visão sobre a tendência do comportamento do indivíduo nos mais diversos ambientes e situações, seja no trabalho, no convívio social, no desempenho das funções familiares. E para cada um desses ambientes ou situações, o teste é específico. Os testes psicológicos se constituem em uma medida de aferição. Eles “medem” aspectos da pessoa e são fundamentados em pesquisa científica. Entre outros instrumentos, os testes ajudaram a colocar a Psicologia no patamar de ciência, pois são ferramentas neutras, e a neutralidade é uma exigência científica. “Os testes psicológicos são aqueles que receberam aval do Conselho Federal de Psicologia por atenderem aos requisitos básicos de qualidade e os quais apresentam enquanto objetivo a avaliação de traços psicológicos. Sua importância reside no fato de serem um material auxiliar nos processos avaliativos de forma a complementar a análise de um determinado examinando”, aponta Joan Rios, psicóloga clínica e escolar e professora de cursos de graduação em Psicologia, incluindo as disciplinas de Exames Psicológicos I e II .

Em quais áreas podem ser aplicados os testes psicológicos?

Os testes psicológicos são mais utilizados pela Psicologia Clínica e Psicologia Organizacional, mas eles podem ser adotados em várias outras áreas onde a Psicologia atua, como nas esferas jurídica e policial, no ambiente escolar ou no meio hospitalar.

O que os testes psicológicos podem revelar?

Uma avaliação psicológica deve incluir necessariamente um teste psicológico, por meio do qual são avaliados aspectos subjetivos da pessoa e as tendências de comportamento. Os testes psicológicos não têm como objetivo aprovar ou reprovar alguém, mas revelar a aptidão momentânea para o desempenho de uma função, descobrir qual a tendência de comportamento da pessoa para um determinado ambiente ou tarefa no momento em que ela passar pelo teste. O comportamento, logicamente, está em contínuo processo de mudança; é por isso que uma avaliação e um teste psicológico têm um prazo de validade de no máximo dois anos. Se a pessoa começa a desempenhar uma função para a qual não está apta, ela pode desenvolver distúrbios como ansiedade, pânico. Por outro lado, se o teste revelar a falta de aptidão em algum aspecto, não significa que a pessoa, em curto, médio ou longo prazo, não venha desenvolver habilidades que antes não tinha. “A priori, contrariamente ao que o senso comum acredita, os testes são limitados, porém podem ajudar na busca por informações que muitas vezes não são conscientes ou estruturadas para o examinando a ponto de colocá-las livremente. O teste, então, revelaria estes aspectos, por exemplo emocionais, como também pode mensurar algumas capacidades cognitivas”, acrescenta Joan Rios, psicóloga clínica e escolar e professora de cursos de graduação em Psicologia, incluindo as disciplinas de Exames Psicológicos I e II .

Quem pode aplicar os testes psicológicos?

Existem testes psicológicos e não psicológicos. Os testes psicológicos são de uso exclusivo dos psicólogos, sob amparo e resguardo da lei, pois é preciso todo um conhecimento e toda uma preparação para lidar com o material, fazer sua aplicação, apurar os dados e elaborar o laudo de avaliação. Os testes psicológicos são validados por uma comissão ligada ao Conselho Federal de Psicologia, responsável pela aprovação ou não desse tipo de material. “Para os casos de aplicação de testes coletivos, podem-se treinar aplicadores leigos, os quais farão parte apenas do processo de aplicação destes testes, porém não participam sob nenhuma hipótese da correção, interpretação e devolutiva dos resultados obtidos com a aplicação destes instrumentos”, complementa Joan Rios, psicóloga clínica e escolar e professora de cursos de graduação em Psicologia, incluindo as disciplinas de Exames Psicológicos I e II . Os testes não psicológicos podem ser aplicados por outros profissionais. Os testes psicopedagógicos, por exemplo, podem ser manuseados por psicólogos e por psicopedagogos. Os testes psiquiátricos são aplicados por psicólogos e por médicos psiquiatras.

Quais são as pessoas potencialmente aptas a se submeter aos testes?

Pode-se pensar que qualquer indivíduo está apto a se submeter aos testes, são os chamados ‘testáveis’, ou seja, se o examinando apresentar condições de ser avaliado, pode-se fazer uso de testes psicológicos. No entanto, caso o mesmo esteja sob efeito de algum tipo de medicamento ou substância química, em coma ou ainda sob estado catatônico, fica inviável a utilização dos testes psicológicos. Outra questão diz respeito às restrições impostas pelos instrumentos avaliativos quando apresentam restrições para aplicação de acordo com faixa etária ou escolarização, ou ainda problemas visuais ou auditivos, dentre outros. Cabe ao psicólogo escolher o melhor teste que tanto se adeque ao seu examinando quanto aos objetivos propostos para a avaliação”, explica Joan Rios, psicóloga clínica e escolar e professora de cursos de graduação em Psicologia, incluindo as disciplinas de Exames Psicológicos I e II .

Qual o melhor momento para se submeter a um teste e como se comportar durante a aplicação?

É aconselhável que a pessoa esteja relaxada quando for se submeter a um teste. É preferível que ela não tenha passado recentemente por nenhuma situação traumática. O trauma físico ou psicológico prejudica o desempenho e compromete o resultado, a menos que o teste seja exatamente para avaliar a repercussão desse trauma. É importante prestar muita atenção à orientação dada pelo psicólogo, manter um alto nível de concentração e executar o que for solicitado por ele durante a avaliação.

Como o examinador deve se portar diante do examinado?

Um examinador qualificado deve, antes de mais nada, conhecer o instrumento do qual fará uso. Isto é importante para dar segurança ao examinador de que conhece os padrões normativos referentes a aplicação e utilização daquele teste. Desta feita, o examinador deverá apresentar uma postura adequada de acolhida do examinando, orientando-o em como proceder para responder ao instrumento, assim como durante o processo avaliativo. O Rapport (estabelecimento da ‘aliança terapêutica ou de trabalho’ facilitando comunicação fluente e bem sucedida) deve ser estabelecido de forma clara quando as instruções são passadas e todas as dúvidas do examinando devem ser retiradas, aliviando seu possível estado de tensão e dúvida. O examinador também não deve ficar muito próximo do examinando (no caso de aplicações coletivas) para não inibi-lo, assim como deve prestar atenção na maneira como se dirige a este. Deve atentar ainda para sua fala, postura, vestimenta, pois são itens presentes no setting avaliativo que podem afetar o examinando e, conseqüentemente, seus resultados”, esclarece Joan Rios, psicóloga clínica e escolar e professora de cursos de graduação em Psicologia, incluindo as disciplinas de Exames Psicológicos I e II .

Quem compra os testes psicológicos?

Psicólogos e estagiários de Psicologia podem adquirir testes psicológicos. Os psicólogos interessados devem apresentar no ato da compra a carteira do Conselho Regional de Psicologia que comprove sua formação e inscrição. Da mesma forma, o estagiário de Psicologia precisa fornecer uma declaração do seu supervisor e a carteira deste.

Quem vende os testes psicológicos?

O mercado de testes psicológicos tem algumas editoras com participação significativa, mas a comercialização deles é por meio de distribuidoras. As editoras desenvolvem os testes e os encaminham ao Conselho Federal de Psicologia para avaliação e padronização. Caso os testes não estejam dentro dos parâmetros exigidos, o material volta às editoras para os ajustes recomendados. Feitos os ajustes, as editoras reencaminham os testes para nova avaliação do Conselho. Depois da aprovação pelo Conselho, os testes podem ser comercializados. A comercialização se dá por meio de distribuidores exclusivos em cada Estado. Embora não precise necessariamente ser uma clínica de Psicologia, a distribuidora deve ter um psicólogo responsável, que conheça o material, sua aplicação e apuração.

Quais as formas de controle sobre os testes psicológicos?

Depois de aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, os testes são numerados e controlados. É terminantemente proibida a reprodução desse tipo de material sem a devida autorização. A infração deve ser punida e pode prejudicar a pessoa que se submeter ao teste com alguém que tenha usado de meios escusos para adquirir o material. O uso de testes de procedência duvidosa pode colocar em xeque a avaliação psicológica e o seu resultado.

Como é o acesso aos resultados dos testes?

O acesso às fundamentações e aos resultados dos testes é restrito a quem aplica ou estuda os testes, ou seja, psicólogos, estagiários de Psicologia ou pesquisadores da área. Já a pessoa que foi submetida ao teste recebe um laudo escrito ou o retorno do aplicador por meio de uma conversa.

Onde encontrar os testes no Ceará?

O Instituto Wedja de Socionomia vende testes psicológicos, psicopedagógicos e psiquiátricos e é o distribuidor exclusivo do material fabricado por cinco editoras: Vetor Editora, Casa do Psicólogo, Centro Editor de Testes e Pesquisa em Psicologia (Cetepp), Empresa Distribuidora de Testes Ltda e Artmed Editora.

O que é, quando surgiu e no que se baseia a Socionomia?

A Socionomia é um termo trazido em meados do século XX pelo psiquiatra romeno, Jacob Levy Moreno (1889-1974), o mesmo que propôs a teoria do Psicodrama. Moreno apresenta a Socionomia dentro do Psicodrama como instrumento de utilização do psicólogo. Novos estudos ofereceram outras perspectivas para a teoria da Socionomia. Um deles foi publicado em 1996 pela fundadora do Instituto Wedja de Socionomia, a psicóloga Wedja Granja Costa, por meio do livro “Socionomia como expressão de vida”. Com a publicação, ela conseguiu, a partir da teoria de Moreno, embasar novas teorias, mais contemporâneas. Enquanto ele propunha um método de ação, ela foi além, elaborando sua proposta com base na pesquisa científica e pondo o observador como participante. Assim, a Socionomia começou a tomar uma vertente divergente da Psicologia no sentido de que ela se constituía como uma nova ciência, para além da Psicologia, porque a Psicologia estuda o comportamento humano e a Socionomia trouxe um objeto de estudo novo: a relação humana, seja pessoa-pessoa, pessoa-grupo ou até mesmo pessoa-objeto. Em 2007, mais um estudo de Wedja veio contribuir numa compreensão maior sobre a Socionomia, com a dissertação de mestrado “Socionomia sistêmica como método de apoio à gestão de pessoas nas organizações”.

Em que a Socionomia pode ser aplicada?

A Socionomia pode ser aplicada na Psicoterapia como um referencial teórico do próprio processo psicoterapêutico. O método é o Psicodrama, a ciência é a Socionomia. Ela pode ser aplicada também na área de recursos humanos, gestão de pessoas e desenvolvimento humano.
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